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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Minhas histórias

O que realmente interessa não é o que escrevo. O que importa é o que me faz escrever... São as histórias por trás das histórias. 


São as noites mal dormidas, são meus monstros e meus fantasmas, minhas lembranças e meus bares imaginários.


O que importa é o porre de tequila numa esquina qualquer... são os pensamentos tortos e a sensação de liberdade. 


Só que essas histórias não posso contar. 


Somente as histórias transformadas, trabalhadas com um toque de fantasia... Não são contos de fadas, não acredito em finais felizes. Não acredito em finais. Acredito em monstros e fantasmas... em chuva de peixes e em chuva ácida. acredito nos pseudos e nos verdadeiros.


Mas não acredito na verdade.


A verdade é única para cada um... e geralmente é só uma forma educada de mentir. E minhas histórias são as minhas verdades pinceladas de mentiras... 

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O canto dos ortópteros

As flores se foram. A insanidade impera num ambiente de caos. No labirinto de uma psique perturbada súplicas de ideias e mensagens esquecidas se encontram e se perdem. A realidade e a fantasia se confundem, fazendo com que viver seja mais suportável.

Mas mesmo assim a frieza está lá. O silêncio do sarcasmo num olhar mais profundo. A vivência da futilidade e inutilidade humana. São assuntos vazios discutidos com palavras incorretas. Uma nova língua. E o silêncio da alma permanece no canto dos ortópteros.

As flores se foram, a profundidade se foi e o vocabulário está seguindo o mesmo caminho... é um teste de paciência e amor à humanidade. Sem falar de fé.

Talvez numa realidade alternativa, numa outra dimensão, isso seja aceitável. Mas acho difícil.

Criaturas rastejantes são mais interessantes, pelo menos aguçam a curiosidade.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Meu doce Caos

Obscuro e gelado... quem pode ver meu leito? Olhando por cima dos campos verdejantes. Lindos e vivos. Por cima destes campos pode-se ver.
 
Lá está meu leito, criando ilusões... sapatos no chão, vestido caido. Há um abajur no canto, mas esse não mais funciona... há muito sua luz se acabou.
 
Nas cortinas, marcas de unhas. Restos de esmalte. Lembranças de noites mal dormidas.
 
Os porta retratos estão vazios. As fotos estão jogadas num cesto, parcialmente queimadas, rasgadas e disformes.
 
Olhando pela janela posso ver os campos verdes, que transbordam vida. Onde está a morte e a destruição? Será que só há desespero no meu leito? Loucura e desperdicio? Quem será o culpado?
 
Olhando de fora, tudo parece normal. Há sempre a sensação de inquietude, mas parece normal. Para quem está dentro, apenas o mais doce caos.
 
E você, quando olha o quê vê??


terça-feira, 17 de agosto de 2010

Trecho do "Diário de uma moça"

"Ele me dominou completamente... não me deixei dominar para satisfaze-lo, simplesmente fui dominada. Era como se eu fosse um brinquedo em suas mãos. O tempo parou, foi como magia. E naquele momento eu soube o que era pertencer à um homem. Naquele momento tudo mudou. E como num conto de fadas, o mundo voltou a girar."

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Quimera

Suave, com um leve odor almiscarado, quente e excitante. Tudo é arrebatamento. Tudo é tão onírico, surreal.

Pele contra pele, numa intimidade envergonhada... um verdadeiro descaso com a realidade.

Um frenesi animal. Puro instinto. Ação e reação. Surpresas e conhecimento... a descoberta. A racionalização do sentir.

Ah... que doce quimera!

Três Amores

E ela caminhava por entre as estrelas... e tudo o que via era o mar. Caminhava por entre espinhos e os mortos clamavam por sua atenção.

Mas tudo o que importava não estava lá, todos os ares estavam saturados com a tristeza da ausência. E ela apenas caminhava, buscando seus três amores.

Esses amores ela não encontrou, nem nas estrelas, nem entre os mortos, nem nos desertos por onde caminhou...

Teve três amores habitando seu coração... desses, nenhum a possuiu. Apesar de chorar e sorrir pelos seus amores, por ela nenhum reagiu.

Conta a lenda que até hoje ela ainda alimenta esses amores. E só ela sabe quem são... e só ela sabe onde estão... mas dela nenhum toma conhecimento, nem o amor sublime, nem o amor apaixonado e nem o amor amigo...

Que triste sina a de quem ama sem ser amada...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Entendimento

Tenho certeza que você acha que entendeu o que eu disse... mas e o que eu quis dizer, você entendeu?
O que não foi dito, aquilo que estava subentendido...
Hoje as pessoas não escutam... perderam esse hábito. Se não ouvem nem o que lhes é dito, imagine o que não é dito.

Temos que aprender ouvir, temos que reaprender a observar. Num diálogo há muito mais do que palavras...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Como é bom

Como é bom
Se lambuzar com sorvete
Rolar na grama
Rir fazendo amor
Banho de mar
Dormir ao sol
Frio na barriga
Contar estrelas
Comer com as mãos
Beijo roubado
"Te amo" sussurrado
Caetano com os amigos
Tequila num domingo
Televisão desligada
Escrever cartas
Cantar bem alto
Dançar sem música
Se ver em outros olhos
Beijo de filho
Subir em árvores
Ouvir o mar
Contar segredos
Ah... Como é bom...
Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco!
Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! 
Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco!
Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! 
Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco!
Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! 
Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco!
Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! 
Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco! Papel Branco!

Onde estão as ideias??

Erros

De quantas formas podemos
os mesmos erros cometer
De várias formas podemos
olhar e não ver

Me conformo e sigo
Cometendo novos erros
Ou serão os mesmos erros
de outra forma cometidos?
"Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão."
(Mário Quintana)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Alter Ego

Não somos almas gêmeas, somos uma só alma. Dividida, repartida. São os mesmos desejos e inquietações. São os mesmos sonhos e delírios.

Ah, quão maldosos fomos para que tanta dor nos fosse causada. Quando um pedaço nos falta, torna-se impossível respirar.

Pior que a busca pelo seu complemento é a busca por si mesmo. Passamos pelos mesmos lugares contudo nunca nos encontramos. Sabemos tanto e tão pouco. 


Posso sentir sua presença, sinto suas dores e suas dúvidas... ah, talvez tenhas o archote de que necessito. Talvez seja o oposto. 

Quem sabe você nem exista, seja tão somente meu alter ego. 

Mas na minha inquietação, sigo buscando... nos encontros e desencontros.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Tormento

As sombras dominam o ambiente
Tudo cheira à morte
Tudo traz lembranças
Procuro você no espaço
As árvores se fecham ao meu redor
Olho pela janela
Um outro mundo
Um outro sonho
Onde tudo é verde
Onde tudo é luz
Minha mente voa sem direção
No meu tormento vejo você
É tudo tão rápido... é tudo tão tranquilo
A última coisa que vejo
O último toque que sinto
O resgate tardio

Sereno

Um turbilhão de emoções domina minha mente. Na lembrança, tudo o que não aconteceu. Nos lábios palavras nunca pronunciadas.

Observo você dormindo, tão calmo e sereno. Tão diferente de tudo e de todos. Um corpo adoravelmente desconhecido, uma mente complexa que não me pertence.

Relembro dias onde tudo era aventura, reconhecimento. Onde a expectativa guiava as mãos e o desejo latente, os lábios.

No momento seguinte relembro o futuro, onde tudo é incerto e tão conhecido. É o paradoxo do que não vivi... é a ilusão do que não virá. 

Acordo com a sensação que tudo foi absurdamente real. Sinto que você está em algum lugar, perdido entre o passado e o futuro. Um desconhecido tão conhecido. Sei que tudo será diferente, será um momento de redescobrir, de reinventar.

Como da primeira vez... a expectativa, a surpresa e o encantamento. 

Volto a dormir esperando acordar nesse futuro tão desejado e tão incerto.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Atividade Paranormal

Apesar de ter indicado esse filme, eu ainda não havia assistido. Bom, agora eu assisti e posso dizer que me decepcionei um pouco. Sinceramente esperava mais desse filme. As pessoas que me falaram do filme ficaram realmente assustadas, fiquei tão impressionada que não tive coragem de assistir à noite. Exagero. Assisti de boa, sem sustos.

Os momentos realmente bons do filme ficam nos últimos minutos.

Dizem que o filme é assustador por se tratar de uma gravação original, de um fato que realmente ocorreu. Nem vou discutir sobre isso, tem quem diga que é real e tem quem diga que é marketing. Vou deixar isso por conta da imaginação de cada um. Cada um, cada dois.

Bom, assistam. Para quem gosta do gênero, o filme é bom. Quem gosta de algo sangrento ou trash, vai odiar...